A Síndrome do Impostor consiste em um padrão de pensamentos e comportamentos, onde a pessoa afetada duvida constantemente de suas realizações, temendo ser exposta enquanto uma fraude ou enquanto um(a) profissional incompetente. É uma síndrome comum entre pessoas que têm profissões competitivas ou onde são avaliadas constantemente, a exemplo dos atletas, profissionais da educação e pós-graduandos.

As perdas, críticas e falhas são internalizadas, criando uma persistente insegurança e a incapacidade de reconhecer suas conquistas e feitos. A Síndrome do Impostor é caracterizada por comportamentos como uma auto cobrança excessiva, autossabotagem nas tarefas, procrastinação, medo de expor seu trabalho, comparação constante com colegas e a necessidade de agradar aos outros.
O enfrentamento à Síndrome do Impostor exige o combate ao isolamento no ambiente de trabalho. Trocar experiências sobre suas dificuldades e inseguranças com colegas possibilita a percepção de que você não é a(o) única(o) a vivenciar essas questões. Além disso, a troca de experiências auxilia na descoberta de soluções para problemáticas vivenciadas.
Se a Síndrome do Impostor se torna incapacitante, ou seja, impede a execução das atividades necessárias ao exercício profissional, recomenda-se que a psicoterapia seja buscada, para que as questões motivadoras de sofrimento sejam trabalhadas. Enfrentar essa síndrome perpassa o reconhecimento das suas próprias qualidades e conquistas.
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Dra. Letícia de Mélo Sousa
Psicóloga (CRP/13 – 6856). Doutora e Mestra em Psicologia Social pela UFPB. Professora Adjunta na UNIFACISA
Pesquisadora nas áreas de gênero e sexualidade, violência contra a mulher e violência online.
