De atleta a formadora: a trajetória de Cinthya Piquet segue construindo Ouro para o Handebol Paraibano nos JUBs

Enquanto os holofotes dos JUBs 2026 se voltam para os pódios de atletas, há também histórias de bastidor que ajudam a explicar por que a Paraíba vive um dos melhores momentos do esporte universitário de sua história. Uma delas é a de Cinthya Piquet, que depois de mais de uma década vestindo a camisa da Seleção Brasileira de Handebol de Praia, hoje segue formando campeões — desta vez do lado de fora da quadra.

Cinthya construiu uma das carreiras mais premiadas do handebol de areia brasileiro: tricampeã mundial, tricampeã do World Games, bicampeã sul-americana e tetracampeã pan-americana e brasileira. Eleita a melhor atleta do mundo em 2009, ela é apontada por técnicos e colegas de geração como uma das maiores jogadoras canhotas que o esporte já revelou no país. “É preciso amar o esporte, e não as vitórias”, já resumiu a própria atleta sobre os mais de 15 anos vestindo a camisa da seleção.

O legado de Cinthya no esporte ganhou ainda mais força em 2024, quando ela e a filha, Carolina Pires, participaram juntas dos Jogos Olímpicos de Paris, no torneio de exibição do handbeach (handebol de praia), disputado como modalidade demonstrativa dos Jogos — um passo importante na luta da modalidade por uma vaga no programa olímpico oficial de Los Angeles 2028.

Cinthya Piquet e Carolina Pires. Foto: CBDU.

Hoje, essa experiência de décadas de alto rendimento ganha um novo capítulo. Nos JUBs Praia, Cinthya assumiu a função de treinadora do Handebol Masculino e também atua como auxiliar técnica do Handebol Feminino, ao lado da técnica Rossana Marques — parceria que já rendeu títulos nas duas últimas edições da competição, em Guarapari/ES e agora em Goiânia/GO.

Cinthya e Rossana com o time masculino.
Foto: FPDA.

Para o professor Antônio Figueiredo, presidente da FPDA, o trabalho de Cinthya à frente das duas equipes tem sido decisivo para os resultados recentes da Paraíba no handebol de praia universitário. “Ter uma atleta com a bagagem da Cinthya, com toda a experiência de seleção brasileira e de palco olímpico, hoje dedicada a formar os nossos universitários, é um privilégio para o esporte paraibano. O trabalho dela e da Rossana à frente das equipes é um dos motivos que explicam os títulos conquistados em Guarapari e agora em Goiânia. Meu agradecimento sincero à Cinthya por esse compromisso com o handebol da Paraíba”, declarou o dirigente.

A trajetória de Cinthya no esporte também carrega uma forte herança familiar. Ela é filha do professor Ivan Ricardo Pires, ex-árbitro de voleibol renomado no cenário nacional, com a marca de 18 JUBs disputados ao longo da carreira, e que também foi, por anos, Coordenador do Curso de Educação Física do Unipê, em João Pessoa. Foi o próprio professor Ivan Ricardo quem acompanhou de perto os primeiros passos da filha no esporte, incentivo que Cinthya soma hoje ao lado da própria filha, Carolina, que segue os passos da mãe também no handebol paraibano — e que, como ela, já teve a experiência única de representar o esporte em uma Olimpíada.

Cinthya Piquet e o Professor Ivan Ricardo.
Foto: Arquivo Pessoal.

A história de Cinthya Piquet — de atleta condecorada, passando pelos palcos olímpicos, a formadora de campeões dentro dos JUBs — reforça um traço que vem se tornando marca registrada da Paraíba nesta geração: o esporte paraibano floresce também porque é sustentado por quem já viveu o alto rendimento e hoje dedica sua experiência a formar a próxima geração de campeões.

ASCOM/FPDA – JUBs 2026

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